14 de novembro de 2016

Neofascismo

O fascismo nunca morre, apenas adormece por algum tempo, para adquirir mais força e energia de destruição. No fascismo, há sempre opressores e oprimidos, e os opressores são brancos, heterossexuais, religiosos, conservadores. Mas sempre há um integrante de minorias que, em sua suprema ignorância, acaba enaltecendo-o. 
Nestes últimos três anos, ele se mostrou, com cara de propaganda de margarina, verde e amarela, pelas ruas do Brasil. Culminou em um impeachment patrocinado por empresários insatisfeitos com os prejuízos econômicos produzidos pelo governo, já que o capitalismo é alimentado pela egolatria das elites, que, quando não têm seus desejos satisfeitos, batem o pé, como criança mimada, e berram “Eu quero!”. E são sempre atendidas.
Porém, quando se pensava que a “cadela do fascismo” estava no cio apenas no Brasil, surge a notícia de que Donald Trump é eleito presidente dos Estados Unidos, o Império mais poderoso de todos os tempos. Diante disso, os fascistas do mundo inteiro se regozijaram e sentiram-se fortalecidos.
Os indicadores mostram que os monstros fascistas saíram do armário para ficar por um bom tempo por aí a fazer suas monstruosidades. Assim, o mundo então caminha para uma grotesca “polarização”: fascismo versus Estado Islâmico.
A isso chegamos, ao extremismo máximo, ao beco sem saída.


Warley Matias de Souza.

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