<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32041045</id><updated>2012-02-16T08:15:41.817-02:00</updated><title type='text'>Sui Generis</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://warleymsouza.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32041045/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://warleymsouza.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Warley Matias de Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04050778056268488519</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-OuF6ZFn1BKU/ThZ9d7qY13I/AAAAAAAAA8A/U_BBY_WiIKk/s220/ROSTO%2B2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32041045.post-3907579004977336312</id><published>2011-09-29T15:29:00.000-03:00</published><updated>2011-09-29T15:42:51.330-03:00</updated><title type='text'>Prefácio à segunda edição</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CsrSfXC9Uy8/ToS1jL1liZI/AAAAAAAAA8o/FNfUNR1pgto/s1600/Capa+Bonecas+de+pano+%25282.+edi%25C3%25A7%25C3%25A3o%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" kca="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-CsrSfXC9Uy8/ToS1jL1liZI/AAAAAAAAA8o/FNfUNR1pgto/s320/Capa+Bonecas+de+pano+%25282.+edi%25C3%25A7%25C3%25A3o%2529.jpg" width="225px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;em&gt;Mea culpa&lt;/em&gt;. Não sou do tipo que se arrepende das coisas que faz. Fiz, está feito. No entanto, carrego o arrependimento por haver publicado a primeira edição de &lt;em&gt;Bonecas de pano&lt;/em&gt; sem ponderar um pouco mais, movido pela ansiedade de ter meu primeiro livro publicado. Agora, tenho aí mais de 400 cópias imperfeitas em circulação. Isso me tortura de verdade. Queria encontrar uma por uma e rasgá-las, queimá-las, reduzi-las a pó. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Seria muito bom se todos aqueles que possuem uma cópia da 1&lt;u&gt;ª&lt;/u&gt; edição fizessem isso por mim. Porém, sei que os leitores possuem certa “perversidade”, gostam de guardar o imperfeito como “curiosidade”. E sei também que muitos deles não conseguem ver o que vejo. Paciência. Minha esperança está nas mãos dos leitores desleixados, que não têm muito cuidado com seus livros, deixando-os cair num vaso sanitário, num bueiro, numa lixeira. E, assim, gradualmente, espero, a maioria dessas cópias perder-se-á.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Como se diz por aí: “Quem vive de passado é museu”. Então, sigamos adiante, falemos da 2&lt;u&gt;ª&lt;/u&gt; edição de &lt;em&gt;Bonecas de pano&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
A ideia e a sensação originais da 1&lt;u&gt;ª&lt;/u&gt; edição permanecem. No entanto, fiz mudanças estruturais, tirando capítulos, alterando a forma como o texto é apresentado, tirando incongruências não intencionais, corrigindo, lapidando. Está bem interessante. Estou de bem com essa edição, feliz mesmo. E, cada vez mais, gosto de &lt;em&gt;Bonecas de pano&lt;/em&gt;. Acho que o livro tem algo, alguma coisa que incomoda. Sempre penso nele como uma “brincadeira com o leitor”, uma brincadeira muito séria com o leitor. Gosto das reações que ele provoca, dessa característica que ele possui de fazer com que o leitor atue conscientemente ou, movido pela preguiça, fique irritado e insatisfeito. &lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Portanto, àqueles que têm a 1&lt;u&gt;ª&lt;/u&gt; edição, suplico, rasguem-na e adquiram a 2&lt;u&gt;ª&lt;/u&gt; edição. Pois esta sim vale a pena ler e reler, analisar. Mas, como sei que os leitores são sádicos por natureza, entrego minhas esperanças nas mãos dos desleixados, na força dos desastres naturais e na implacabilidade do tempo.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;strong&gt;Warley Matias de Souza.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32041045-3907579004977336312?l=warleymsouza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://warleymsouza.blogspot.com/feeds/3907579004977336312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://warleymsouza.blogspot.com/2011/09/prefacio-segunda-edicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32041045/posts/default/3907579004977336312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32041045/posts/default/3907579004977336312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://warleymsouza.blogspot.com/2011/09/prefacio-segunda-edicao.html' title='Prefácio à segunda edição'/><author><name>Warley Matias de Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04050778056268488519</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-OuF6ZFn1BKU/ThZ9d7qY13I/AAAAAAAAA8A/U_BBY_WiIKk/s220/ROSTO%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-CsrSfXC9Uy8/ToS1jL1liZI/AAAAAAAAA8o/FNfUNR1pgto/s72-c/Capa+Bonecas+de+pano+%25282.+edi%25C3%25A7%25C3%25A3o%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32041045.post-1733460934363699495</id><published>2010-06-19T17:04:00.004-03:00</published><updated>2010-07-31T15:00:09.678-03:00</updated><title type='text'>Prefácio à segunda edição</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_d1cwpMF9dFM/TFRkbhjW1HI/AAAAAAAAA2k/dffHUch3YKE/s1600/Capa+Clube.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_d1cwpMF9dFM/TFRkbhjW1HI/AAAAAAAAA2k/dffHUch3YKE/s320/Capa+Clube.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Benjamin e Nicolau&lt;/em&gt; está sendo relançado, numa segunda edição; mas ainda continua uma publicação independente, à venda exclusivamente pelo &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; &lt;a href="http://clubedeautores.com.br/book/21729--BENJAMIN_e_NICOLAU"&gt;Clube de Autores&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
Para essa edição, deletei alguns trechos, acrescentei outros, corrigi, melhorei. A história continua a mesma; mas o livro não. Pois ao suprimir, acrescentar e corrigir, o livro vira outro, como uma pessoa que faz um cirurgia plástica; no caso, obviamente, com Ivo Pitangui, deixemos bem claro. &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tenho um carinho especial por esse livro, pois foi o meu primeiro romance, escrito há quase dez anos. De lá para cá, ele se transformou. Em todas as revisões que fiz, tentei tirar a sua ingenuidade, ou aquele quê de amor meloso. Em parte, fui bem-sucedido; mas ainda vejo certa ingenuidade ali. Hoje, eu não escreveria uma história como essa, não dessa forma. Mas fico feliz por tê-la escrito quando me sentia pronto para ela.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Quando escrevi esse romance, o meu objetivo era dar a esses homens que desejam outros homens o direito de terem, na literatura, o que os homens que desejam mulheres tiveram, ou seja, histórias de amor, com muito açúcar. No entanto, felizmente, não alcancei tal objetivo; afinal, a escrita não pode ser totalmente controlada. E ficou aquele misto de ingenuidade, melosidade, agressividade, medo e utopia. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Disseram por aí que eu tinha dito que Joana D’Arc foi o primeiro travesti da Igreja Católica. Eu não disse, infelizmente; mas gostaria muito de ter dito, pois isso é mesmo interessante. O fato é que o livro faz uma homenagem a esse mito, justamente por ele ser o primeiro grande representante da ambiguidade de gêneros, na era cristã; uma mulher que ouvia vozes, que assumiu um papel masculino durante uma guerra, foi queimada como bruxa pela Igreja e depois canonizada, hoje é santa. É essa santa que abençoa o amor dos meninos Benjamin e Nicolau, que, aliás, têm como forte influência paterna um padre completamente intolerante.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Das reações ao livro, as mais interessantes são sempre em relação ao capítulo em que Benjamin e Nicolau, finalmente, reencontram-se e realização o desejo. Das pessoas mais conservadoras até as mais liberais, todas reagem a esse capítulo. Algumas adoram, outras ficam meio horrorizadas. Soube de alguém que disse que o livro merecia ser queimado. Mas até o comentário desse conservador radical me agradou. É muito bom poder provocar as pessoas. E poder ouvir comentários tais como o de um médico que disse que não conseguia parar de ler o livro. Achei um pouco exagerado da parte dele; mas prefiro acreditar que ele não foi o único. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
O blogueiro Marcos Freitas, que, muito gentilmente, divulgou o lançamento da primeira edição em seu &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, “&lt;a href="http://passageirodomundo.blogspot.com/2009/02/benjamin-nicolau.html"&gt;Passageiro do mundo&lt;/a&gt;”, comentou que o livro traz questões “amplamente abordadas pela comunidade &lt;em&gt;gay&lt;/em&gt;, como: o preconceito familiar, a pressão religiosa, a homofobia internalizada e social”. E fez uma ressalva: “É [...] uma história bem estruturada, porém, com pouca narrativa”. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
No entanto, escrever narrativas curtas e lacunares é uma de minhas características como escritor. O meu leitor jamais lerá um calhamaço escrito por mim. Minhas histórias são breves, gosto de deixar lacunas e aquele gosto de “ah! mas já acabou?”. Gosto disso. Acho que o mais interessante em minha literatura para adultos é justamente os vazios que vou deixando pelo caminho, convidando o meu leitor a preenchê-los. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Produção independente, a segunda edição foi publicada pelo &lt;a href="http://clubedeautores.com.br/book/21729--BENJAMIN_e_NICOLAU"&gt;Clube de Autores&lt;/a&gt;, um &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; inovador no Brasil, propiciando aos escritores a chance de mostrar seus trabalhos. Deixando ao leitor a tarefa de dizer se são bons ou não, se merecem ou não sobreviverem ao tempo. O fato é que todo escritor escreve suas histórias por um único motivo: para que elas sejam lidas. E que assim seja.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Essa edição está infinitamente melhor do que a outra. Não só em seu conteúdo, revisado e melhorado, mas em sua parte física. Está um livro simples, mas bonito, cuidadosamente diagramado, com um formato bem mais agradável e provocador.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
A todos, uma boa leitura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;strong&gt;Warley Matias de Souza.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32041045-1733460934363699495?l=warleymsouza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://warleymsouza.blogspot.com/feeds/1733460934363699495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://warleymsouza.blogspot.com/2010/06/prefacio-segunda-edicao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32041045/posts/default/1733460934363699495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32041045/posts/default/1733460934363699495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://warleymsouza.blogspot.com/2010/06/prefacio-segunda-edicao.html' title='Prefácio à segunda edição'/><author><name>Warley Matias de Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04050778056268488519</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-OuF6ZFn1BKU/ThZ9d7qY13I/AAAAAAAAA8A/U_BBY_WiIKk/s220/ROSTO%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_d1cwpMF9dFM/TFRkbhjW1HI/AAAAAAAAA2k/dffHUch3YKE/s72-c/Capa+Clube.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32041045.post-5300763248631463684</id><published>2010-05-29T20:17:00.003-03:00</published><updated>2010-06-05T19:23:23.009-03:00</updated><title type='text'>Metade é verdade, o resto é invenção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
&lt;em&gt;Metade é verdade, o resto é invenção&lt;/em&gt; resgata uma infância que não existe mais. Gosto da sutileza, da poesia, do quê de melancólica saudade percorrendo as linhas desse livro. Vemos ali uma criança ingênua, que mistura fantasia e realidade, transforma dor em alegria, mas sem fugir do incômodo de certas verdades. Os elementos alegres são mesclados à melancolia, à fantasia, que, por sua vez, é confundida com a realidade.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_d1cwpMF9dFM/TAGgLMh-6eI/AAAAAAAAAu8/jlewmC1fGhA/s1600/Metade+%C3%A9+verdade" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gu="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_d1cwpMF9dFM/TAGgLMh-6eI/AAAAAAAAAu8/jlewmC1fGhA/s320/Metade+%C3%A9+verdade" /&gt;&lt;/a&gt;A narrativa apresenta uma característica que acho muito interessante: em alguns momentos, quando a gente começa a se emocionar com alguma coisa, o narrador faz alguma intervenção, fazendo você sair da emoção, meio que mudando de assunto. Assim é feito também em algumas partes mais alegres. De repente, aparece um elemento de dor no meio do prazer ou vice-versa, provocando em nós, em alguns momentos, uma sensação de que podemos aceitar a vida como ela é, só por alguns momentos.&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
Gosto da escrita enxuta de Pedro Antônio de Oliveira, um escrever que parece quase calculado, sei lá, uma escrita que provoca um sentimento de paz, de serenidade, de pé no chão, como se você estivesse sendo guiado pela mão do escritor e não tivesse medo de cair, de se perder. Até que você tem a sensação de que uma pedra é lançada no lago calmo da narrativa, uma ligeira perturbação. Mas a mão do escritor continua lá, firme, impedindo que você caia.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: right;"&gt;
&lt;strong&gt;Warley Matias de Souza.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: right;"&gt;
&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;
Acesse o &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; do Pedro Antônio de Oliveira: &lt;a href="http://www.atorremagica.blogspot.com/"&gt;A Torre Mágica&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32041045-5300763248631463684?l=warleymsouza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://warleymsouza.blogspot.com/feeds/5300763248631463684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://warleymsouza.blogspot.com/2010/05/metade-e-verdade-o-resto-e-invencao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32041045/posts/default/5300763248631463684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32041045/posts/default/5300763248631463684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://warleymsouza.blogspot.com/2010/05/metade-e-verdade-o-resto-e-invencao.html' title='Metade é verdade, o resto é invenção'/><author><name>Warley Matias de Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04050778056268488519</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-OuF6ZFn1BKU/ThZ9d7qY13I/AAAAAAAAA8A/U_BBY_WiIKk/s220/ROSTO%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_d1cwpMF9dFM/TAGgLMh-6eI/AAAAAAAAAu8/jlewmC1fGhA/s72-c/Metade+%C3%A9+verdade' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32041045.post-8418623174878946390</id><published>2010-01-24T19:57:00.012-02:00</published><updated>2010-06-20T17:33:54.046-03:00</updated><title type='text'>Direito de resposta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Em comentários ao meu artigo "&lt;a href="http://sensibilidadecritica.blogspot.com/2009/12/opiniao_06.html"&gt;Ó, pátria amada, idolatrada e homofóbica&lt;/a&gt;", em outro &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, surgiu a ideia de que eu estava equivocado ao usar a expressão “indivíduo homoeroticamente inclinado”, como se isso fosse resultado da minha ignorância. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Fiquei contente com a divulgação do artigo e, tirando essa crítica, houve apenas elogios. Portanto, quero deixar bem claro que esta não é nenhuma resposta malcriada a uma crítica. Até porque acredito na crítica como a construção real do conhecimento. Além disso, sou muito grato à autora do &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; pela divulgação e devo ressaltar que, em nenhum momento, nem ela ou os leitores do seu &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; foram desagradáveis, muito pelo contrário. No entanto, senti a necessidade de comentar isso e não passar por ignorante.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tenho conhecimento dos termos que, em toda a história, nomearam o desejo homoerótico e os indivíduos que o vivenciavam. Conheço a história do movimento &lt;em&gt;gay&lt;/em&gt; e também as teorias que estão além do movimento. Portanto, a minha preferência por “indivíduo homoeroticamente inclinado” é resultado de minha postura política e acadêmica, não de minha ignorância. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Tenho certa dificuldade em usar o termo “homossexual” devido à sua carga histórica, ou seja, a carga patológica presente em sua origem, no século XIX. O termo “&lt;em&gt;gay&lt;/em&gt;” vem como uma forma de eliminar esse caráter patológico dos indivíduos homoeroticamente inclinados, pois a doença sugere o isolamento e a tristeza, e ser &lt;em&gt;gay&lt;/em&gt; é totalmente contrário a isso. Além disso, “&lt;em&gt;gay&lt;/em&gt;” é também uma identidade, um jeito de ser, de viver. Hoje, “homossexual” e “&lt;em&gt;gay&lt;/em&gt;” são usados como sinônimos, ou seja, destituídos do caráter patológico. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Para mim, a expressão “indivíduo homoeroticamente inclinado” é mais isenta, mais objetiva, com uma carga política diferente, não traz a carga histórica dos termos “homossexual” e “&lt;em&gt;gay&lt;/em&gt;” e está além de uma identidade. Pois acredito que o desejo homoerótico não pertence a um grupo específico. Assim, não é preciso assumir uma identidade &lt;em&gt;gay&lt;/em&gt; ou homossexual para senti-lo e vivenciá-lo. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
É em prol dessa liberdade que uso e defendo a expressão “indivíduo homoeroticamente inclinado”. Talvez eu esteja contaminado pela objetividade acadêmica. Mas, nesse caso, acho que ela é necessária, faz com que vejamos o objeto da discussão com distanciamento, e não obscurecido pela paixão. Prefiro, assim, ser racional e não cometer os excessos da paixão.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Além disso, não costumo utilizar a sigla LGBT (Lésbicas, &lt;em&gt;Gays&lt;/em&gt;, Bissexuais e Transgêneros) ou algumas de suas variações, com mais um ou dois “T”s, às vezes incluindo &lt;em&gt;Queer&lt;/em&gt;, outras também Simpatizantes, pois acredito que tal sigla é muito própria de um movimento político. E, como escrevo independente do movimento, não sinto necessidade de utilizar tal sigla. Até porque entendo que a “inclinação homoerótica” está presente em todos os integrantes da sigla mencionada e também naqueles que têm o direito de não se identificarem com nenhum deles, como, por exemplo, pessoas que se consideram heterossexuais, têm relações homoeróticas, e não se sentem identificadas por nenhuma dessas identidades.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E, como sou a favor da liberdade, principalmente a liberdade política, não vejo nenhum problema no uso da expressão “indivíduo homoeroticamente inclinado”. Como também não criticaria ninguém por usar os termos ou sigla mencionados aqui, já que nenhum deles é ofensivo.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
Assim, estamos falando de posturas políticas, e também acadêmicas, diferentes, mas não contrárias. E não podemos chamar de ignorância o fato de pessoas terem uma posição política diferente da nossa. Espero, portanto, que minha resposta gere outras questões e críticas e que a discussão seja frutífera e saudável. &lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
E o mais importante é não esquecermos que devemos, acima de tudo, combater a homofobia e valorizar a liberdade.&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div style="text-align: right;"&gt;
&lt;strong&gt;Warley Matias de Souza.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32041045-8418623174878946390?l=warleymsouza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://warleymsouza.blogspot.com/feeds/8418623174878946390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://warleymsouza.blogspot.com/2010/01/direito-de-resposta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32041045/posts/default/8418623174878946390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32041045/posts/default/8418623174878946390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://warleymsouza.blogspot.com/2010/01/direito-de-resposta.html' title='Direito de resposta'/><author><name>Warley Matias de Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04050778056268488519</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-OuF6ZFn1BKU/ThZ9d7qY13I/AAAAAAAAA8A/U_BBY_WiIKk/s220/ROSTO%2B2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32041045.post-1638446060648865862</id><published>2008-11-15T14:18:00.002-02:00</published><updated>2010-02-06T14:41:03.032-02:00</updated><title type='text'>O meu João-de-Barro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_d1cwpMF9dFM/S22bjv1DH3I/AAAAAAAAAk8/KF4K0RMGzdo/s1600-h/Certificado+Jo%C3%A3o-de-Barro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_d1cwpMF9dFM/S22bjv1DH3I/AAAAAAAAAk8/KF4K0RMGzdo/s320/Certificado+Jo%C3%A3o-de-Barro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
&lt;em&gt;Tô ligado&lt;/em&gt; é meu primeiro romance direcionado aos jovens. E, até o momento, o único. Quando terminei de escrevê-lo, minha principal dúvida, além das inúmeras dúvidas que acompanham o fim de um trabalho como esse, era se o romance agradaria ao seu público, ou seja, o jovem. Por isso, quando eu soube da premiação, grande parte da minha felicidade se deveu ao fato de que o romance havia sido escolhido pelo júri juvenil. &lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Portanto, quero agradecer a esse júri. Vocês me deram uma das maiores alegrias da minha vida. Muito obrigado a todos vocês. Fiquei muito contente ao saber seus nomes, registrados no certificado. E, hoje, presto homenagem a todos vocês.&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div align="justify"&gt;
Muito obrigado!&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div align="right"&gt;
&lt;strong&gt;Warley Matias de Souza.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32041045-1638446060648865862?l=warleymsouza.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://warleymsouza.blogspot.com/feeds/1638446060648865862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://warleymsouza.blogspot.com/2008/11/o-meu-joo-de-barro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32041045/posts/default/1638446060648865862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32041045/posts/default/1638446060648865862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://warleymsouza.blogspot.com/2008/11/o-meu-joo-de-barro.html' title='O meu João-de-Barro'/><author><name>Warley Matias de Souza</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04050778056268488519</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-OuF6ZFn1BKU/ThZ9d7qY13I/AAAAAAAAA8A/U_BBY_WiIKk/s220/ROSTO%2B2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_d1cwpMF9dFM/S22bjv1DH3I/AAAAAAAAAk8/KF4K0RMGzdo/s72-c/Certificado+Jo%C3%A3o-de-Barro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
